Eficiência em reciclagem antevê fim de mineração por alumínio

25/ 11/ 2013

Com o costume cada vez mais difundido da reciclagem, a sociedade corre em busca de novos usos para materiais de uso mais comum. Um exemplo é o alumínio. Porém, com o avanço dos processos de reciclagem, é possível prever um momento em que não precisaremos mais minerar em busca desse material.

O alumínio é um dos materiais mais reativos da tabela periódica, o que causa incêndios de grandes proporções mais facilmente. No entanto, é um dos mais fortes, flexíveis e leves. É encontrado na forma de bauxita e para se produzir uma tonelada dele, são necessárias quatro do minério. O processo consome muita energia, energia que não é consumida no processo de reciclagem, o que é um ponto positivo.

Por ser um dos poucos materiais genuinamente 100% reciclável, ele pode ser reciclado diversas vezes. O Brasil é líder do mercado, conforme aponta um relatório produzido pela Pnuma, braço ambiental da ONU. Em 2010, foram recicladas 97,6% de suas latas de alumínio, maior índice do mundo.

Dessa forma, especialistas acreditam que em pouco tempo todo o alumínio necessário para a sociedade já terá sido minerado, fazendo apenas com que se precise reutilizar o que já temos. Para isso, é importante estimular a redução da demanda, o que vai contra o atual momento, em que a demanda cresce, estimulada principalmente pela produção de automóveis, já que carros mais leves significam economia em combustível e menor emissão de gás carbônico.

A persistência na exploração de bauxita está, portanto, diretamente ligada a nossa capacidade de reutilizar o material que já existe e descobrir novos usos para esse material.